O Paraná recolheu no primeiro semestre deste ano 3.209 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas, 16% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram coletadas 2.762 toneladas, segundo o último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), divulgado no início dessa semana.
Em todo o Brasil foram recolhidas de janeiro a junho deste ano 24.690 toneladas de materiais, volume 8,5% superior ao contabilizado no primeiro semestre de 2014, quando foram destinadas para reciclagem 22.757 toneladas. Desde o início do sistema Campo Limpo em 2002 já foram destinadas mais de 330 mil toneladas de embalagens para reciclagem no País.
O aumento no recolhimento de embalagens de agrotóxico no Paraná não quer dizer que o Estado está consumindo mais produtos, mas sim porque elevou a sua eficiência em relação ao processo de recolhimento, segundo explica o coordenador de operações do Inpev para o Paraná, Caio Fernandes. "A nossa malha itinerante está mais eficiente, isso possibilitou uma maior agilidade na coleta de embalagens neste primeiro semestre", destaca o coordenador.
Além disso, completa Caio, a fronteira agrícola no Estado já chegou ao seu limite, não havendo a abertura de novas áreas para cultivo, o que eventualmente pode motivar mais aplicações. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), somente no ciclo de verão 2014/15 foram semeados mais de 5,8 milhões de hectares com grãos.
Para coletar os frascos de produtos utilizados em todo esse território, são mais de 400 caminhões que transportam por ano em torno de cinco mil toneladas de embalagens de defensivos. Outro fator que tem agilizado o recolhimento das embalagens é o agendamento online. Fernandes explica que dentro do site do Inpev há um link para o produtor fazer o agendamento da data de seu recolhimento.

Recolhimento regional


De janeiro até o início de julho a unidade de recebimento da Associação Norte Paranaense de Revendedores Agroquímicos (Anpara), sediada em Cambé (Norte), coletou 240 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas. O número, afirma Irineu Zambaldi, diretor-executivo da entidade, é semelhante ao contabilizado no mesmo período do ano passado.
Zambaldi afirma que o volume de recebimento não muda muito de um ano ara outro, "só quando acontece problemas de excesso de chuvas, que acarreta em problemas com fungos nas lavouras, aumento do uso de fungicidas", explica o diretor-executivo da Anpara.

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