Reclamações têm queda de 25%, segundo Anatel
As reclamações dos consumidores sobre as empresas de telefonia à Anatel caíram cerca de 25% entre setembro de 2001 e setembro deste ano. Para a chefe da Assessoria de Relações com o Usuário do órgão, Rúbia Marize de Araújo, isso mostra que as operadoras melhoram a qualidade dos serviços prestados. Ela esteve ontem em Curitiba para participar do seminário ''Brasil Telecom e Procon em defesa do Consumidor'', que reuniu cerca de 50 representantes dos órgãos de defesa de todo o Estado, da Anatel e da operadora de telefonia.
De acordo com Rúbia, a Central de Atendimento da Anatel recebeu cerca de 400 mil reclamações em setembro do ano passado, número que caiu para 300 mil neste ano. Durante o período, a Anatel chegou a atender picos de 500 mil reclamações entre fevereiro e março deste ano. ''Fizemos um trabalho com a operadoras porque a quantidade de ligações é muito alta. Do ponto de vista sobre o qual trabalho, dá para constatar uma melhora, já que a Central de Atendimentos é um bom termômetro'', afirmou.
Rúbia palestrou no seminário, que termina hoje, sobre a atuação da Anatel. Segundo ela, o órgão fiscaliza as empresas de acordo com relatórios enviados por ela e também levando em conta as reclamações feitas por telefone. ''Independente dos indicadores de qualidade enviados, as reclamações dos usuários me levam às empresas, porque se a prestadora quer fazer um bom trabalho, ela tem que atender o que o cliente quer, e não só o que está previsto na lei'', avaliou.
De acordo com o coordenador do Procon no Paraná, Naim Akel Filho, a Telepar mudou muito a forma de negociar as reclamações apresentadas pelos consumidores. ''Depois de muitos confrontos, a mudança de diretoria fez crescer o nosso canal de negociação'', avaliou. Mas ele disse que o Procon vai continuar batalhando por questões como o detalhamento da conta de telefone, coisa que a operadora não faz.





