Com dois anos de idade a mais do que o Parque Tecnológico de Londrina, o equivalente pernambucano Porto Digital atraiu 200 empresas, que empregam 7 mil pessoas e tiveram faturamento conjunto de R$ 1 bilhão em 2010. O maior parque do Brasil e quinto do mundo, porém, nasceu com uma estrutura administrativa diferente do complexo londrinense. Não há cessão de áreas públicas e a contrapartida que as empresas têm se dá, principalmente, por benefícios fiscais e pela gestão compartilhada de projetos para treinamento de funcionários ou obtenção de certificações de qualidade, entre outros.
A responsável pela articulação e interação com o mercado do Porto Digital, Joana Cavalcanti, afirma que o parque recifense é aberto. Os empresários escolhem um local para se instalar, desde que faça parte de um perímetro delimitado, com objetivo de revitalizar alguns bairros. Na região em questão, contam com desconto de 60% na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que cai de 5% para 2%, e com benefícios estruturais para gestão de inovação, como 8 km de cabos para transmissão de dados por fibra ótica.
Mas é no fomento de projetos que está a maior vantagem, na opinião de Joana. A administração do parque desenvolve propostas, capta recursos com governos municipal, estadual, federal e entidades, e gerencia treinamentos e certificações para as empresas. "No caso de um curso de inglês, criamos um projeto em que o empresário paga R$ 100 por funcionário matriculado e depois não gasta mais nada", diz. No caso de certificações, ela diz que o custo chega a cair de R$ 20 mil para R$ 2 mil. "Prover e fomentar negócios é o negócio da gente." (F.G.)

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