RECICLAGEM FUNDAMENTAL - O que fazer com as lâmpadas fluorescentes?
Elas são símbolo de durabilidade e economia energética. De fato, as lâmpadas fluorescentes conquistaram espaço no mercado e nas casas dos consumidores brasileiros. Comparadas às lâmpadas incadescentes comuns, elas chegam a ser 80% mais econômicas, o que fez o consumo no varejo ultrapassar a casa dos 100 milhões de lâmpadas frias anualmente no País. O que pouco gente sabe é que o descarte e manuseio incorreto destas lâmpadas podem prejudicar a saúde e o meio ambiente. A reciclagem deste material que contém substâncias tóxicas como vapores de mercúrio e fósforo ainda é ínfima no país, cerca de 8% do volume total consumido.
No Paraná, apenas quatro empresas realizam a descontaminação e reciclagem dos materiais contidos nas lâmpadas fluorescentes. Em Londrina, a única empresa que oferece o serviço é a Bap Light. Entretanto, mesmo com o consumo elevado das lâmpadas, que chega a ultrapassar os 95% em algumas lojas do setor na cidade, poucos consumidores conhecem o processo de reciclagem e a importância dele. Estamos atuando no município desde setembro do ano passado, mas como o processo é novo no Brasil, a concientização é bem pequena. Em abril, reciclamos cerca de 15 mil lâmpadas, mas o ideal seria o dobro disso, relata Samira Mendes Baptizaco, proprietária da Bap Light, que é licensiada pelo Instituto Ambiental do Paraná. Um das razões que acabam desmotivando o pessoal a reciclar o produto é o custo de R$ 0,50 centavos por lâmpada. A máquina é cara e o processo bem delicado. A lâmpada não pode estar quebrada para ser reciclada, pois neste caso todo o gás tóxico já foi dissipado no ar. Por isso, a máquina é móvel e nos dirigimos até as empresas para realizar o serviço, evitando o perigo do transporte do material, comenta Samira.
O processo funciona da seguinte forma: a máquina possui três filtros, cada qual responsável por armazenar uma substância diferente. Ela consegue descontaminar o vidro e o alumínio e armazenar os vapores de mercúrio e fósforo. Os filtros têm capacidade de absorção de 99,7% dos gases e cada qual tem uma armazenagem diferente, explica a empresária.
● Pelo processo de reciclagem das lâmpadas fluorescentes, podem ser reaproveitados o vidro, o alumínio e o gás de mercúrio (que é transformado em mercúrio líquido).
● Intoxicações por vapor de mercúrio podem causar dor de estômago, diarréia, tremores, depressão, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular





