Recessão ganha mais espaço no noticiário mundial
Perigo, perigo: o R-word index aponta que há uma recessão pela frente. O índice do primeiro trimestre deste ano, divulgado esta semana, está em 650, mais que o triplo do último trimestre do ano passado. R-word index?
Há duas décadas, a The Economist, uma das revistas mais importantes de economia e negócios do mundo, começou a fazer seu R-word index, ou índice da palavra que começa com R. R-word é como o mercado se refere à recessão, palavra que, quando dita, acredita-se, traz má sorte.
É simples: a cada trimestre, a publicação britânica faz uma pesquisa no banco de dados dos jornais The New York Times e The Washington Post, os principais dos EUA, para ver quantas vezes a palavra recessão apareceu nos artigos. A tese é: quanto mais a palavra aparece nos textos, mais chance há de ocorrer uma recessão de verdade.
Assim, segundo o número divulgado esta semana na edição mais recente da revista, os dois jornais publicaram em suas páginas 650 vezes a palavra nos primeiros três meses deste ano, contra cerca de 200 vezes nos últimos três meses do ano passado.
A teoria tem sido comprovada com sucesso até agora. O índice apontou o começo das recessões de 1981 e 1990. No começo de 1990, por exemplo, dobrou e chegou a 750.





