A taxa de inflação no município de São Paulo apresentou uma pequena alta de 0,11% no mês de abril. Essa taxa surpreendeu os técnicos do Dieese que estavam prevendo para o mês passado um aumento de preços da ordem de 0,5%. Na comparação com a inflação registrada em março, de 0,98%, o ICV (Indice de Custo de Vida) de abril ficou 0,88 ponto percentual inferior e a 0,08 ponto percentual abaixo do verificado em abril do ano passado, quando a inflação apurada foi de 0,19%.
Entre os grupos que apresentaram maiores altas, destacaram-se os equipamentos domésticos (3,24%), saúde (1,15%) e vestuário (0,63%). A maior queda foi registrada pelo grupo alimentação (-0,96%).
As taxas de inflação em São Paulo apresentaram comportamento diferenciado, segundo a faixa de rendimento familiar. As famílias de menor poder aquisitivo, com renda média de R$ 377,49 tiveram uma taxa de inflação negativa de 0,06%. Para as famílias de maior renda, de R$ 2.792,90, o ICV apresentou uma elevação de 0,18%. E para as famílias com poder aquisitivo intermediário, aqueles que possuem uma renda mensal de R$ 934,10, a inflação ficou praticamente estável, com ligeira elevação de 0,04%.
De acordo com Cornélia Nogueira Porto, supervisora do ICV-Dieese, a taxa de inflação de 0,11% é resultado da recessão pela qual passa o País. Segundo ela, a expectativa de inflação para o mês de abril era de 0,50%.

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