Recessão e atentados derrubam Wall Street
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2001
France Presse 
Nova York Os donos de títulos do mercado norte-americano parecem convencidos de que as coisas somente podem melhorar e apostam numa reativação rápida em 2002, depois do segundo ano consecutivo de queda dos principais indicadores por causa da recessão e da catástrofe de 11 de setembro.
Os estrategistas do mercado permanecem, no entanto, prudentes em suas projeções para o ano que vem, e se preocupam com o otimismo que os investidores mostram há alguns meses, considerando-o um pouco prematuro.
Os especialistas do banco Morgan Stanley, assim como um grande número de seus colegas, esperam ''um retorno ainda que modesto do crescimento dos lucros'' das empresas, ao ritmo da reativação da economia americana, em recessão desde março passado.
A resistência dos consumidores, que continuaram gastando apesar das más notícias e o aumento do desemprego, assim como a queda agressiva das taxas de juros por parte da Reserva Federal (banco central americano) a seu nível mais baixo em 40 anos (1,75%), fazem prever uma reativação a partir do começo do ano que vem. Entre 31 de dezembro de 2000 e 26 de dezembro de 2001, o índice de ações Dow Jones, principal de Wall Street, calculado sobre a base de 30 valores mais significativos, perdeu 6,5% em 2001. Já tinha caído 6,2% em 2000.
Mais duramente atingido pela profunda crise que sacudiu os setores da alta tecnologia, os meios e as telecomunicações (TMT), o índice composto da bolsa eletrônica do Nasdaq caiu 509,82 pontos (-20,6%) a 1.960,70 unidades. Em 2000, perdeu quase 40% de seu valor.
O SP500, que reúne um grupo maior de empresas, perdeu 170,91 pontos ou 12,9% a 1.149,37, depois de uma queda de 10,1% no ano passado. ''Pensamos que 2002 será definido como o ano da virada'' para a bolsa, escreveu Brian Belski, estrategista-chefe do US Bancorp Piper Jaffray. Abby Joseph Cohen, analista de mercados de Goldman Sachs, espera um avanço de cerca de 10% dos lucros.
Os atentados terroristas de 11 de setembro, que custaram a vida a 3.000 pessoas e destruiram o World Trade Center, muito próximo de Wall Street, levaram os investidores a vender títulos maciçamente e precipitaram os índices a seus níveis mais baixos do ano. Mas, graças a sua convicção de que a recessão será breve, os investidores recuperaram seu apetite pelos títulos americanos e os três indicadores recuperaram, respectivamente, 22,5%, 37,8% e 19%. Uma alta rápida que preocupa os especialistas, que encontram o preço das ações mais alto em relação às perspectivas de lucros das empresas.


