O relatório ‘‘World Economic Outlook’’ (Perspectivas da Economia Mundial), divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, afirma que a redução do crescimento da economia global deverá atingir claramente os pobres, tanto diretamente quanto através de menores preços para as commodities, embora esse impacto seja diminuído pelo fato de que 2/3 dos pobres vivem no Sul da Ásia e na China, onde a atividade econômica deverá permanecer ainda relativamente forte.
Em diversos países pobres, o alívio da dívida através dos programas para países altamente endividados deverá liberar recursos substanciais para financiar projetos antipobreza desde que esses recursos sejam usados eficientemente e que sejam baseados em amplos programas de reforma. O relatório também reconheceu que a maior barreira para o progresso dos países em desenvolvimento permanece ainda sendo os regimes de comércio nas economias mais avançadas que geralmente descriminam produtos que os países pobres produzem mais eficientemente, em particular alimentos, têxteis e vestuário.
Com uma nova rodada de liberalização do comércio multilateral em breve, o relatório aponta que é importante lembrar que a abertura comercial é a melhor rota para produzir benefícios da globalização aos países pobres. O relatório pede que os países mais avançados continuem eliminando suas barreiras às exportações dos países pobres.
BrasilA projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro feita pelo FMI e Banco Mundial no relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook), divulgado ontem, é de 4,5% em 2001. Essa taxa foi revisada ligeiramente para baixo em relação à reunião anterior, de setembro de 2000, quando o PIB era estimado em 4,7% para este ano. O relatório mantém a projeção feita para 2002, que também é de 4,5%. A estimativa de crescimento econômico para a América Latina, segundo o relatório, é de 3,7% para 2001 e 4,4% para 2002. No ano passado, segundo os cálculos do FMI e do Banco Mundial, o crescimento em toda a região foi de 4,1%.

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