Receitas do Itaú crescem 15% e banco lucra R$ 3 bi
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O resultado da prestação de serviços é um dos fatores que impulsionaram o lucro do Itaú em 2003, que atingiu valor recorde de R$ 3,152 bilhões. As receitas com prestações de serviços do banco atingiram R$ 5,121 bilhões no ano passado, volume 15% superior ao de 2002 (R$ 4,466 bilhões). Analistas de mercado em Curitiba sustentam que parte deste ''fabuloso'' lucro vem sendo garantida pelas receitas que o banco tem com o setor público, desde que optou pela compra de bancos estatais.
Colaboraram para a expansão dos ganhos com prestações de serviços do Itaú as aquisições do BBA e do Banco Fiat. Desconsiderando estes dois bancos, as receitas com tarifas caem para R$ 4,952 bilhões no ano.
A melhora dos títulos do governo, passados os efeitos da marcação a mercado, e os juros altos também contribuíram com a expansão do resultado do Itaú no ano. A taxa básica da economia era de 26,5% em maio do ano passado. Começou a recuar em junho, quando foi cortada para 26% ao ano e encerrou dezembro em 16,5% ao ano, patamar atual.
O banco encerrou 2003 com patrimônio líquido de R$ 11,879 bilhões, um aumento de 31,5% em relação a 2002. Os ativos consolidados alcançaram R$ 118,738 bilhões, com evolução de 6,8% em 2003. A carteira de crédito atingiu R$ 44,581 bilhões, com destaque para o crescimento de 24,5% na carteira de empréstimos às pequenas e médias empresas.
No Paraná, o Itaú comprou o Banestado em outubro de 2000, quando firmou contrato de exclusividade das contas do governo do Estado. O mesmo procedimento foi feito com os bancos estatais dos governos do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
São receitas certas, sem qualquer riscos de inadimplência que fazem a festa de qualquer instituição financeira, disse o analista Mohamed Talah Junior, da Corretora Century Gestão de Negócios. O mercado também aguarda divulgação de lucro acima das expectativas do banco Santander, que comprou o Banespa, e que também tem a conta do governo do estado de São Paulo. ''Não tem como não ganhar dinheiro quando se firma um contrato de exclusividade com as contas de governo'', afirmou.
No Paraná, passam pelas contas do Itaú em torno de R$ 700 milhões mensais correspondentes a arrecadação do Estado, às transferências constitucionais da União para o Estado e do Estado para os municípios. Só com a folha de pagamento do funcionalismo, a Secretaria de Estado da Fazenda autoriza o depósito de aproximadamente R$ 170 milhões para o pagamento de 180 mil funcionários da ativa e 60 mil funcionarios inativos. (Com Agência Folha)


