‘‘Ninguém dá atenção a uma proposição, mesmo bem defendida, se ela for obviamente destituída de plausibilidade’’. Theodore Levitt - A Imaginação de Marketing - Editora Atlas.
No mundo dos negócios, proposições só se tornam conhecidas quando geram lucros a determinadas empresas. É de imaginarmos, então, que muitas falharam levando empresas a ruínas; ou por ousadas em demasia, foram arquivadas não ensejando análise de seus efeitos, mesmo porque não existiram efeitos.
Nosso escopo neste breve comentário é nos atermos àquelas, visto que o mundo se maravilha com os resultados astronômicos dos Bil Gates e suas receitas de ‘‘como fizemos para conseguir nosso primeiro milhão de dólares’’ o que implica no ‘‘é assim que você deveria ter feito’’.
É óbvio que não pretendemos nem ousamos criticar esse filósofos receitadores. Afinal suas receitas os levaram a atingir patamares financeiros invejáveis, em todo mundo.
Ouvi-los ou lê-los, pagando-se caro por isso, é enriquecê-los ainda mais. Até aqui também nada contra. O mercado está cheio de pessoas querendo ouvi-los com a esperança de estimular seu sistema cognitivo e consequentemente produzir grandes resultados. Ávidos por esses resultados tentam chegar a eles pela vertente que julgam mais fácil. Imaginam que o único caminho, para se chegar lá, é só aquele, embora muitos outros empresários lá chegaram por rotas diversas.
As receitas de como fazer as coisas não são confiáveis no mundo dos negócios. Uma admiração respeitosa é que os analistas inteligentes e equilibrados sentem quando se deparam com resultados de grandes corporações.
Levitt, ainda em seu livro ‘‘A Imaginação de Marketing’’, afirma: ‘‘o futuro pertence àqueles que vêem as oportunidades antes que estas se tornem óbvias’’.
Nesta afirmativa está toda a essência de ‘‘como conseguir o primeiro milhão de dólares’’ e, com certeza, foi baseada nela que os Bil Gates chegaram onde estão.
Caminhos para o sucesso empresarial existem e muitos. O que falta para muitos empresários arraigados a métodos ortodoxos de gerenciamento é a visão clara de seu negócio. Essa cegueira não lhes permite visualizar a necessidade de uma mentalidade executiva moderna; de uma busca constante das oportunidades que surgem dos desejos dos consumidores, quer de produtos, quer de serviços. Falta a eles a percepção de sua própria necessidade. E, ao invés de trazerem para junto de si executivos pagos para pensarem, eficientes e ágeis na busca constante de oportunidades latentes, optam pelo que julgam mais fácil, mais rápido e mais barato: ouvir de seus vizinhos bem sucedidos receitas de sucesso.

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