Receita tributária tem aumento real de 1,7%
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quarta-feira, 19 de abril de 2006
Folhapress 
Brasília - A Receita Federal arrecadou, nos primeiros três meses deste ano, R$ 90,362 bilhões, com crescimento real de 1,7% em relação ao valor registrado no primeiro trimestre de 2005. O resultado foi obtido mesmo com a arrecadação de março, de R$ 29,233 bilhões, não registrando recorde mensal -em março de 2005, foi de R$ 29,244 bilhões. Foi a primeira vez, desde setembro de 2005, que isso aconteceu.
Apesar da queda de 0,04% no mês passado em relação a marco de 2005, Ricardo Pinheiro, secretário-adjunto da Receita Federal, afirmou que o resultado está dentro do planejado. A tendência é de crescimento, mas com taxas mais baixas. No ano passado houve grande arrecadação e não posso projetar o mesmo crescimento no ano seguinte, explicou Pinheiro.
Ele citou a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), que teve queda de 0,84% na comparação com março de 2005, como um dos tributos que tiveram grande receita no ano passado.
O IPI também apresentou queda acentuada, de 7,65%. Isso pode ser explicado pela desoneração dos bens de capital a partir de julho do ano passado e a redução das alíquotas referentes aos materiais da construção civil desde fevereiro deste ano. No trimestre, a queda chega a 8,43%. Outros tributos com queda em março, na comparação com igual mês do ano passado, foram o Imposto de Renda retido na fonte, com 8,34%, o IOF, com 14,35%, e a CPMF, com 4,34%.
Já os tributos que apresentaram crescimento mais relevante em março foram o IPI sobre os automóveis, o PIS/Pasep e a Cofins. O aumento de 6,02% do imposto sobre automóveis está muito atrelado ao volume de vendas no mercado interno. No acumulado no ano, o tributo teve crescimento de 25,92%. No período, houve aumento de 13,3% no volume de vendas no mercado interno.
A arrecadação Previdência Social foi de R$ 10,04 bilhões, com crescimento real de 8,43% sobre março de 2005. Nos três primeiros meses de 2006, a arrecadação atinge R$ 29,838 bilhões. O aumento real é de 9,56%. As duas secretarias arrecadaram, neste ano, R$ 120,507 bilhões (crescimento de 3,54%).


