Curitiba - O segredo das gelaterias é seguir à risca a receita do sorvete italiano. Para isso, é quase obrigatório que o interessado em abrir uma dessas lojas faça uma viagem à Itália para aprender a melhor maneira de bater o sorvete, a hora certa de adicionar os ingredientes, apurar o ponto certo.
Também é fundamental usar produtos importados. Brasileiro mesmo, só o leite e o açúcar. As pastas, essências, recheios e coberturas são todos italianos. Do lado de lá do Atlântico, também vem o maquinário: o balcão refrigerado, máquina de bater massa e pasteurizadora.
A principal característica do sistema de gelateria italiana, segundo RicardoCotovicz da Sorvetes D'Vicz, pioneira em Curitiba, é fabricar o produto na própria loja. É o que fazem quase todas as sorveterias. A exceção fica por conta da Gelateria Parmalat, pertencente à indústria multinacional de alimentos, cuja sede mundial fica na Itália.
Existente há seis anos no Brasil, a Gelateria Parmalat possui 13 franquias e 18 lojas próprias, somando 31 pontos de venda no País. Só nos últimos seis meses, o número de franquias aumentou de quatro para 13 unidades, numa promessa de que as franquias serão o carro-chefe da empresa neste ano. Toda produção é centralizada na fábrica de Jundiaí (interior de São Paulo) e depois distribuída para os pontos de venda. Com isso, a empresa acredita que libera espaço nas lojas, garante qualidade e reduz custos, já que o produto pode ser comercializado em lojas menores.
Com tanta sofisticação, montar uma gelateria requer investimentos altos. A Freddo Gelateria, que trouxe até a decoração da Itália, custou pelo menos US$ 100 mil, segundo um dos proprietários. (M.G.).

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