Curitiba – Estão em vigor desde ontem as restrições impostas pela Receita Federal à entrada de veículos e pessoas na área interna do Porto de Paranaguá. A justificativa é ampliar o controle sobre as operações portuárias. A superintendência do porto adotou medidas para minimizar o impacto, colocando dois ônibus para transporte das pessoas na área interna do cais.
A medida deveria ter entrado em vigor há 15 dias. Mas os sindicatos que operam dentro do porto reagiram, alegando dificuldades de adaptação, e a determinação foi prorrogada. De acordo com as novas regras, só estão autorizados a entrar no porto os veículos oficiais que transportam servidores, em serviço, e também os previamente credenciados e identificados. Só pode ser cadastrado um veículo por empresa.
Segundo o Sindicato dos Operadores Portuários, o mais polêmico é a restrição ao transporte de cargas. Está proibida a entrada e saída de caminhões com contêineres à noite e de madrugada, entre 19 horas e 7 horas do dia seguinte. O presidente do Sindicato dos Operadores Portuários de Paranaguá, Edson Cezar Aguiar, disse que a limitação de horário poderá provocar prejuízos com a paralisação da saída de mercadorias durante a noite.
O controle também se estende às pessoas. Só podem entrar na área interna do cais trabalhaldores avulsos que estejam escalados pelo Ogmo Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), funcionários da superintendência do porto em serviço, despachantes e ajudantes devidamente credenciados pela Receita e Polícia Federal, funcionários de agências marítimas e Operadores Portuários, também devidamente credenciados.
Para o presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, Ubirajara Maristany, o controle de pessoas e veículos será benéfico para organizar as atividades na área interna do porto. No entanto, os sindicatos apresentaram uma lista de reivindicações, entre elas o transporte de pessoas, construção de estacionamento com segurança para os veículos, sanitários em condições de uso em várias partes do porto, instalação de pequenos terminais informatizados para o trabalho dos conferentes – que muitas vezes utilizavam veículos – e iluminação adequada.

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