Funcionários da Receita Estadual lacraram ontem mais um posto de combustível em Curitiba, desta vez sob alegação de que o estabelecimento comercial sequer tinha documentação fiscal para funcionar. O posto São Judas Tadeu é acusado de comprar e vender combustível sem notas fiscais e não ter o devido registro de funcionários. Os donos do estabelecimento comercial não foram localizados e o contador da empresa não encaminhou para a Receita a documentação exigida.
A blitz no posto foi feita de surpresa, após os fiscais da Receita terem constatado, no dia anterior, que a empresa não emitiu nota fiscal após ter comprado combustível de um caminhão-tanque. ‘‘Quando alguém compra gasolina lá eles dão nota de um outro posto’’, acusou o presidente da CPI dos Combustíveis, deputado Durval Amaral.
O deputado informou que o posto era abastecido com gasolina das distribuidoras Esso (que fornece a bandeira para o estabelecimento), mas também pela Ecológica e Pelicano. Esta última, que fica no município de Colombo, foi lacrada anteontem pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Na próxima terça-feira, a CPI pretende colher o depoimento de mais duas pessoas. Foi convocado para depor o advogado Ricardo Sayeg, que têm várias ações judiciais relativas ao comércio de combustível em São Paulo. O segundo depoente é o dono da distribuidora Pelicano, Antonio de Jesus Carvalho.
LondrinaNa segunda-feira termina o prazo para conclusão do inquérito policial que apura denúncias de adulteração de combustível em Londrina. O delegado do 6º Distrito Policial, José Arnaldo Peron Martins, vai ouvir hoje representantes da Jabur Recapagens de Pneus, empresa cujo nome constava na nota fiscal de compra de 33.850 mil litros de solvente apreendidos na última sexta-feira em Londrina. ‘‘Vou ouví-los por mera formalidade porque já está comprovado que a Jabur não tem nada com o caso’’, afirmou Martins.
Também deve depor hoje o representante da Grancor Tintas, de Cambará, suspeita de comprar o solvente.(Colaborou Cláudia Lopes)

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