O técnico em manutenção de bombas detido em um posto de combustíveis na Zona Norte de Londrina, na noite de anteontem, confessou que havia sido contratado para adulterar os marcadores de quantidade de combustível vendido no estabelecimento. A informação é da Polícia Civil, que tomou o depoimento do técnico e o liberou em seguida. Vagner do Nascimento, 29 anos, declarou que receberia R$ 300 por cada bomba adulterada, de acordo com o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinicius Amaro. A operação é ilegal, já que o dispositivo que registra o número de litros vendidos só pode ser movimentado sob supervisão da Receita.
O flagrante partiu de uma denúncia anônima feita à Receita Estadual. Um fiscal e um auditor do órgão flagraram Nascimento no momento em que mexia em uma das bombas. Ele foi preso e, na delegacia, foi lavrado um termo circunstanciado (Tecip).
De acordo com o delegado da Receita Estadual de Londrina, Newton Modesto, o proprietário do posto, cujo nome não foi informado, não havia sido encontrado até a tarde de ontem. Modesto disse que só será possível confirmar se houve ou não adulteração para fins de sonegação fiscal após a conclusão de análises técnicas. Enquanto isso, o posto continuará funcionando.

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