Foz do Iguaçu - O superintendente da 9ª Regional da Receita Federal (Paraná e Santa Catarina), Luiz Bernardi, tentou minizimar ontem em Foz do Iguaçu a polêmica criada com a criação da Área de Controle Integrado (ACI) na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ele afirmou que o processo é irreversível, apesar das reclamações de empresários.
Segundo Bernardi, a união das aduanas entre os países do Mercosul deveria ocorrer em janeiro de 1995, porém a integração na região tardou a acontecer. ‘‘Processo semelhante já aconteceu em outras fronteiras. Nossa preocupação é manter as atividades de comércio dentro de lei’’, afirmou.
A criação da ACI em Ciudad del Este resultou em queda de 90% nas vendas porque as mercadorias passaram a ser vistoriadas com rigor no lado paraguaio. Antes, a falta de controle no país vizinho permitia aos atravessadores de mercadorias burlarem o pagamento de impostos ao entrar no Paraguai.
Enquanto era realizada a entrevista, fiscais e policiais federais surpreenderam sacoleiros que estavam no Hotel Fenince, situado próximo a Ponte da Amizade. Conforme os compristas, os fiscais confiscaram mais de R$ 200 mil em mercadorias que estavam em cinco ônibus, num quarto do hotel e num guarda-volume.
A ação irritou os sacoleiros e houve bate-boca. Um homem chegou a ser preso, mas foi liberado. O delegado da Receita Federal em Foz, Mauro de Brito, disse que as operações de combate ao contrabando devem continuar.

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