O brasileiro nunca pagou tantos tributos federais. No ano passado, eles consumiram 15,53% do total das riquezas produzidas no País. No primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, a arrecadação federal era de 12,53% do PIB. Desde 1996, o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, bate recorde sobre recorde de arrecadação. Em 1999, quando foi alcançado o pico anterior, a Receita arrecadou 14,84% do PIB. Em 1998, esse índice foi de 12,89%.
Como em 99, mudanças na legislação, como o aumento da alíquota da CPMF e da Cofins, ajudaram o governo a bater esse novo recorde.
Apenas com as variações das alíquotas da CPMF, a Receita arrecadou em 2000 R$ 6,59 bilhões a mais que em 1999. Se for descontada a inflação, a diferença fica em R$ 6 bilhões.
Esses são impostos considerados perversos pela maioria dos especialistas em tributação, pois encarecem a produção nacional, tornando-a menos competitiva com relação ao produto importado. Com os impostos federais, a União embolsou R$ 166,2 bilhões. Outros R$ 9,8 bilhões entraram no caixa por meio da venda de ativos e concessões. No total, foram R$ 176 bilhões. Essa arrecadação não inclui o dinheiro recolhido diretamente pela Previdência Social, que foi de R$ 49,2 bilhões.
Se os valores forem corrigidos pela inflação, o total arrecadado pela RF sobe para R$ 183,7 bilhões.

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