Brasília - A Secretaria da Receita Federal anunciou ontem o aumento da cota de importação de produtos paraguaios. O limite passou de US$ 150 para US$ 300, cerca de R$ 840, para os turistas brasileiros que fazem compras nas cidades da fronteira entre Brasil e Paraguai. A medida deve vigorar dentro de 15 dias.
Em nota, a Receita explica que o aumento da cota visa estimular o comércio legal e se aplica apenas aos turistas que retornam do Paraguai por via terrestre ou aquática. ''E alcança, exclusivamente, bens de uso ou consumo pessoal. Não pode ser utilizada para trazer bens que, por sua natureza ou quantidade, revelem destinação comercial, tampouco produtos pirateados ou contrafeitos ou de importação proibida'', informa a nota.
O governo paraguaio defendia o aumento do limite de importação por turistas para US$ 500. Nos últimos dias, o comércio pela fronteira tem sido discutido pelo governo dos dois países. A crise comercial foi provocada pela intensificação por parte do governo brasileiro da fiscalização do contrabando realizado principalmente pela Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Este, no Paraguai.
''Quanto ao comércio ilícito e contrabando, esses continuarão a ser combatidos rigorosamente, inclusive com o aumento de recursos, humanos e materiais, se for necessário'', assegura a nota da Receita Federal.
Em resposta, o Paraguai tem fiscalizado com mais rigor os brasileiros que trabalham no país. De acordo com o Serviço de Migração, pelo menos cinco mil brasileiros atravessam a fronteira diariamente para trabalhar em uma das seis mil lojas de Ciudad del Este. A legislação paraguaia exige que o estrangeiro more no país para que possa trabalhar.

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