A eco­no­mia re­gio­nal não foi atin­gi­da pe­la cri­se eco­nô­mi­ca re­gis­tra­da em to­do o mun­do. Um dos fa­to­res que de­mons­tra cla­ra­men­te es­ta si­tua­ção é que a ar­re­ca­da­ção fe­de­ral na re­gião – que abran­ge 63 mu­ni­cí­pios – atin­giu re­cor­de men­sal his­tó­ri­co em ja­nei­ro des­te ano. O mon­tan­te ar­re­ca­da­do foi de R$ 299.099.699,00, vo­lu­me 8% ­maior do que o re­gis­tra­do em ja­nei­ro do ano pas­sa­do. En­quan­to o re­sul­ta­do re­gio­nal foi po­si­ti­vo, na­que­le mês hou­ve que­da na ar­re­ca­da­ção tri­bu­tá­ria no Pa­ra­ná (-9%), na 9ªRe­gião – que en­glo­ba Pa­ra­ná e San­ta Ca­ta­ri­na (-14%) – e no Bra­sil (-4%).
  ‘‘Hou­ve um des­co­la­men­to da cri­se na re­gião de­vi­do ao pró­prio per­fil eco­nô­mi­co. Os se­to­res ­mais afe­ta­dos são au­to­mó­veis, fi­nan­cei­ro e com­bus­tí­veis, que re­pre­sen­tam pou­co vo­lu­me da nos­sa ­arrecadação’’, afir­ma o de­le­ga­do Sér­gio Go­mes Nu­nes. Es­ta, in­clu­si­ve, se­ria uma das jus­ti­fi­ca­ti­vas pa­ra a que­da na ar­re­ca­da­ção es­ta­dual, uma vez que o vo­lu­me ­mais sig­ni­fi­ca­ti­vo se­ria do se­tor au­to­mo­bi­lís­ti­co, lo­ca­li­za­do na Re­gião Me­tro­po­li­ta­na de Cu­ri­ti­ba. Já o de­le­ga­do-ad­jun­to Da­vid de Oli­vei­ra acres­cen­ta que a re­gião tem um per­fil eco­nô­mi­co bas­tan­te di­ver­si­fi­ca­do, ba­sea­do na pres­ta­ção de ser­vi­ços, no co­mér­cio e na te­le­fo­nia.
  ‘‘Es­te fa­tor con­tri­bui pa­ra a pul­ve­ri­za­ção da eco­no­mia. Mas o qua­dro de­ve ser mo­ni­to­ra­do o tem­po to­do até por­que os efei­tos (da cri­se) po­dem vir a lon­go pra­zo e po­dem ocor­rer ‘em ­cascata’’’, ob­ser­va Oli­vei­ra. En­tre as maio­res ar­re­ca­da­ções re­gis­tra­das es­tão a do Im­pos­to so­bre Im­por­ta­ção, que re­gis­trou au­men­to de 5.996%; Im­pos­to so­bre Ope­ra­ções Fi­nan­cei­ras (+102%); e Im­pos­to de Ren­da Pes­soa Fí­si­ca (+54%). ‘‘A ar­re­ca­da­ção de IOF cres­ceu em to­das as re­giões, mas não em vo­lu­mes ­significativos’’, ob­ser­va o de­le­ga­do Sér­gio Nu­nes.
  Ele acres­cen­ta que uma das que­das re­gis­tra­das foi do Im­pos­to so­bre Pro­du­tos In­dus­tria­li­za­dos (IPI) em 11%. No en­tan­to, ele in­for­ma que ape­nas um se­tor re­gis­trou que­da, o de be­bi­das. Já o seg­men­to que ­mais apre­sen­tou cres­ci­men­to na ar­re­ca­da­ção des­te im­pos­to foi o de me­tal, ex­ce­to má­qui­nas e equi­pa­men­tos com cres­ci­men­to de 35,71% na com­pa­ra­ção com de­zem­bro e au­men­to de 4,31% com re­la­ção a ja­nei­ro de 2008. Ou­tro seg­men­to que apre­sen­tou bom de­sem­pe­nho foi o de bor­ra­chas e ma­te­riais plás­ti­cos, com cres­ci­men­to de 10,51% com re­la­ção a ja­nei­ro do ano pas­sa­do. Tra­di­cio­nal­men­te os me­ses de maio­res ar­re­ca­da­ções são ja­nei­ro, ­abril e de­zem­bro e o de me­nor re­sul­ta­do é fe­ve­rei­ro.

Cres­ci­men­to
  No ano pas­sa­do a ar­re­ca­da­ção re­gio­nal atin­giu R$ 3.039 bi­lhões, que re­pre­sen­ta um cres­ci­men­to ­real de 15,99% so­bre o re­co­lhi­do em 2007. O mon­tan­te tam­bém é con­si­de­ra­do um re­cor­de. No mes­mo pe­río­do, os tri­bu­tos e con­tri­bui­ções fe­de­rais re­co­lhi­dos no Pa­ra­ná so­ma­ram R$ 30,957 bi­lhões, um au­men­to de 9,43%. No Bra­sil a ar­re­ca­da­ção cres­ceu 6,81%.

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