Após uma fiscalização em 32 distribuidoras de carne da região metropolitana de Curitiba, a Receita Estadual multou e aplicou autos de infração em 14 empresas até ontem. O volume das multas pode aumentar esta semana, quando serão finalizados os relatórios da blitz. As multas já renderam R$ 77,6 mil aos cofres públicos.
Segunda-feira, quando uma equipe da Fazenda visitou, de surpresa, as distribuidoras de carne, A maioria apresentava irregularidades nos estoques, comprados e revendidos sem nota fiscal. ‘‘O caso mais comum foi o de estoque desacobertado de nota fiscal’’, afirmou ontem o diretor da Receita Estadual, Jorge de Ávila.
Ávila acredita que possa aumentar o número de notificações e multas à medida que os técnicos concluírem os relatórios feitos nas empresas. Ele se baseia no fato de as 14 distribuidoras, que tiveram os processos analisados detalhadamente, estarem com algum tipo de infração. ‘‘Muitos vendiam carne sem a nota fiscal’’, informou o diretor da Receita.
A vistoria nas distribuidoras de carne faz parte de um programa estadual de combate à sonegação fiscal. Uma das prioridades é controlar todo o processo de comercialização da carne, desde o momento em que o boi é abatido até a venda do produto para o consumidor final.
Clandestinos A primeira etapa do programa se concentrou na fiscalização dos abatedouros e frigoríficos. Segundo o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, há muitos abatedouros clandestinos no Estado que precisam ser descobertos. O secretário lembrou que 30% da dívida ativa estadual (R$ 1,4 bilhão) é de frigoríficos clandestinos. A maioria é fantasma. A vistoria nos frigoríficos ainda não foi concluída.
Dados da Secretaria da Fazenda mostram que a sonegação atinge 20% de toda arrecadação tributária. O Tesouro Estadual tem um recolhimento médio mensal de R$ 200 milhões.

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