Receita do setor de TV por assinatura deve crescer 18% este ano
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segunda-feira, 01 de agosto de 2011
Agência Estado 
O faturamento bruto do mercado de TV por assinatura, que inclui receita com publicidade, deverá atingir R$ 14,6 bilhões este ano, o que significa um crescimento de 18,6% em comparação ao desempenho do ano passado, prevê a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). Segundo o presidente executivo da ABTA, Alexandre Annenberg, a tecnologia de TV via satélite (DTH) continuará puxando este crescimento, pelo menos enquanto o Congresso não aprove o projeto PLC 116, que permite a entrada das teles no mercado de TV a cabo.
"O crescimento do DTH é um bom sinal, porque demonstra que a demanda por TV por assinatura está forte no Brasil inteiro. Há mais de 10 anos não temos outorgas de licenças de TV a cabo. E, com isso, o DTH encontra um terreno propício de crescimento", afirmou Annenberg, em entrevista a jornalistas. Segundo dados Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a tecnologia DTH representa atualmente 51% da base de assinantes no País, a TV a cabo, 47%, e a via micro-ondas (MMDS), 3%.
Para a base de assinantes de TV paga, a ABTA projeta crescimento de 27,5% neste ano, somando um total de 12,5 milhões de usuários. Annenberg destacou que o Nordeste vem impulsionado o crescimento deste mercado, com alta em junho de 55% da base de assinantes em relação ao mesmo mês do ano passado, seguido do Norte (+42%), Centro-Oeste (+33%), Sudeste (+30%) e Sul (+25%).
Sobre a aprovação do PLC 116, que além de permitir a entrada das teles no mercado de TV a cabo, elimina restrições ao capital estrangeiro e impõe cotas de conteúdo nacional, Annenberg avaliou que a proposta "vai acabar sendo aprovada" pelo Congresso. "A entrada de novos ''players'' é necessária, o quanto antes. Mas, sinceramente, não sei quando sai", disse.
Banda larga
Já a base de assinantes de banda larga na tecnologia de cabo (cable modem) deve avançar 16,2% este ano em relação a 2010, somando 4,3 milhões de usuários, projeta a ABTA. Em junho, a tecnologia de cabo para banda larga estava presente em 258 municípios, com um total de 3,9 milhões de assinantes, enquanto o mesmo serviço prestado pelas empresas de telefonia fixa atingiu 5,5 mil municípios, com 9,3 milhões de assinantes.
Segundo ele, a TV a cabo será um dos parceiros do governo no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). "As empresas de cabo serão importantes para a massificação da banda larga, que é um dos maiores desafios para os próximos anos. Agora, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, temos pouco tempo para implementar a infraestrutura de banda larga", disse.
Annenberg informou ainda que a associação pretende implementar, ainda este ano, pesquisas sobre a percepção da qualidade dos serviços pelos consumidores. "Não será no curto prazo, mas isso poderá trazer uma autorregulamentação do setor. Ainda não temos total clareza de quais são as principais reclamações dos clientes."


