Receita do pequeno varejo volta a cair
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quarta-feira, 18 de julho de 2007
Célia Froufe<br>Agência Estado 
São Paulo - O faturamento do pequeno varejo caiu pelo terceiro mês consecutivo, segundo apurou a Pesquisa Conjuntural do Pequeno Varejo (PCPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Em maio, o setor registrou queda de 4,3% ante o mesmo período de 2006 e, no acumulado do ano, contabiliza retração de 1,3%. Em abril, a queda do faturamento do setor foi de 5,2% ante o mesmo mês de 2006, mas os dados referentes a março não estão disponíveis no site e nem com a assessoria de imprensa da instituição.
Dos sete setores analisados pela pesquisa, cinco apresentaram resultados negativos. ''As pequenas empresas do setor de varejo não passam pelo mesmo bom momento que a economia atravessa por falta de condições adequadas de competitividade com as grandes redes'', afirmou o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, por meio de nota à imprensa.
O grupo de Autopeças e Acessórios foi o que teve o pior desempenho em maio, com queda de 18,8% no seu faturamento ante o mesmo período do ano anterior e acumula no ano retração de 11,4%. De acordo com a Federação, a importação de peças mais baratas, produzidas principalmente na China e Índia, e a competição com grandes redes varejistas concessionárias foram os fatores que influenciaram este desempenho.
''A ausência de uma linha de financiamento de crédito no pequeno varejista, que poderia alavancar as vendas localizadas em bairros e regiões periféricas, é a principal causa da queda no faturamento das lojas de Materiais de Construção, na avaliação dos técnicos da instituição'', avaliam os profissionais da instituição. Em maio, o segmento registrou baixa de 3,6% no faturamento e, no ano, retração de 7,9%.
O mês também foi negativo para Farmácias e Perfumarias que registraram queda de 4,6% em relação a maio de 2006. No ano, a atividade acumula resultado negativo de 4%. Este desempenho é fruto da concorrência com as grandes redes, que conseguem preços melhores e facilitam o crédito ao consumidor.
Outro grupo que apresentou resultado negativo foi o de Eletroeletrônicos. Em maio, o setor teve retração de 9% ante o mesmo período do ano anterior e, no ano, contabiliza queda de 4,8%. ''A oferta de produtos importados comercializados de forma irregular, e por isso a preços menores, contribuiu para este desempenho'', avaliaram os técnicos da Fecomercio.
O desempenho do setor de Alimentos e Bebidas teve em maio queda de 17,7%, e no ano acumula retração de 14,2% em seu faturamento. O comprometimento de grande parte da renda com dívidas faz com que o consumidor tenha menos dinheiro disponível para o consumo, o que afeta diretamente este segmento.
Apenas dois grupos apresentaram resultados positivos em maio. As lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados continuam sua trajetória de elevação no faturamento e registraram em maio alta de 7,2%, acumulando no ano incremento de 11,6%. O principal fator que contribuiu para este resultado continua sendo a facilidade de crédito, na opinião dos representantes do setor. Já o setor de Móveis e Decorações manteve o bom desempenho e registrou aumento de 6,9% no faturamento na comparação com o mesmo mês de 2006. Com isso, acumula no ano alta de 13,5%.


