Receita deverá ser R$ 3,5 bi menor que a meta
Das nove autorizações que o governo pretendia vender das bandas C, D e E de telefonia celular, apenas quatro deverão ser vendidas na primeira rodada de leilões, que termina mês que vem, quando for à venda a licença para a exploração do serviço na Banda E. A perda de arrecadação com o fracasso dos leilões deverá ser de pelo menos R$ 3,5 bilhões, segundo avaliações de especialistas.
Esse valor é a soma dos preços mínimos das autorizações da banda C, que não foram vendidas por falta de investidores interessados, com o provável encalhe de duas autorizações da banda E, nas regiões 2 e 3. As duas autorizações da banda E deverão encalhar no próximo leilão, previsto para o dia 13 de março, porque a única empresa em condições de participar da disputa Telemar já declarou que não está interessada. Dessa forma, o governo conseguiria vender apenas mais uma autorização, na região 1, com preço mínimo de R$ 940 milhões. O provável comprador é a Telecom Italia Mobile.
O fracasso dos leilões da banda C e, futuramente, também da E, frustraria a expectativa de arrecadação do governo prevista no Orçamento, de R$ 5,8 bilhões com a venda das nove autorizações. Para cumprir essa previsão, o governo teria que fazer novos leilões para as áreas nas quais não houve comprador este ano e ainda contar com ágios muitos grandes. Isso acontece porque o pagamento das autorizações pode ser parcelado em três anos e, dessa foram, seria necessário arrecadar R$ 18 bilhões este ano com os leilões para cumprir a previsão do Orçamento.
Um dos motivos do fracasso dos leilões nas bandas C, D e E foi o alto investimento feito por grandes empresas do setor que ainda não atuam no Brasil em leilões da telefonia celular realizados ano passado na Europa. Endividadas, elas optaram por não investir no Brasil.





