Receita de Maringá arrecada 54% mais
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terça-feira, 17 de julho de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
A Delegacia da Receita Federal de Maringá divulgou ontem aumento de 54% da arrecadação no mês de junho com relação ao mesmo período do ano passado. O acumulado deste primeiro semestre soma mais de R$ 221 milhões, cifra próxima de resultados de um ano inteiro de trabalho do órgão. As importações e o incremento da fiscalização são considerados os principais fatores de aumento no volume arrecadado.
Segundo o delegado Décio Pialarissi, a arrecadação de impostos e contribuições em junho deste ano totalizou R$ 43 milhões contra uma previsão de R$ 31 milhões. Os valores refletem índices de 40% acima do previsto e 54% do arrecadado em junho do ano passado. Para se ter uma idéia, a delegacia previa uma arrecadação de R$ 1,85 milhões em imposto de importação, mas recebeu R$ 6,02 milhões.
Pialarissi explica que a presença da Estação Aduaneira do Interior de Maringá (Eadi), conhecida como Porto Seco, aliada à Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA), ajudam a impulsionar as importações. A ZPA já foi extinta em decorrência de uma briga entre Paraná e São Paulo, mas o benefício permanece para as empresas cadastradas antes de 2000.
Pela ZPA, a empresa tem carência de quatro anos para pagar 80% do valor do ICMS do produto importado. Para o delegado da Receita Federal, nem a alta do dólar consegue barrar o ritmo das importações feitas por Maringá. As empresas do município importam tecidos, informática e alimentos.
Além do imposto de importação, o órgão detectou aumento na arrecadação do Cofins (Contribuição Financeira do Seguro Social) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Conforme Pialarissi, a análise da arrecadação revela também o crescimento de setores como das cooperativas, comércio por atacado e de telecomunicações. Este último gerou um volume de tributos, neste ano, de R$ 1,6 milhões, crescimento de 1.714,62% em relação aos períodos anteriores. Das cooperativas, a Receita Federal arrecadou R$ 5,72 milhões (aumento de 381,98%) e dos atacadistas R$ 10,57 milhões (98,58%).


