Receita das exportações ficou abaixo da previsão
Mesmo com um cenário benéfico para as vendas externas, a receita não atingiu, em 2001, os US$ 1 bilhão prometidos pelo ministro Pratini de Moraes desde 1999, mas chegou perto: US$ 990,903 milhões. Em 2001, países como Reino Unido e Países Baixos aumentaram significativamente suas importações de carne brasileira. O Reino Unido, por exemplo, aumentou suas importações de carne in natura em cerca de 25% (alta de 24,55% para carne resfriada sem osso e de 28,63% para carne congelada sem osso). Somado à importação de carne industrializada, que ficou praticamente estável, o Reino Unido gastou US$ 150 milhões com carne brasileira em 2001. Os Países Baixos também importaram valor semelhante de carne, resultado de um crescimento de 64% nas compras de carne in natura.
Além destes mercados, já tradicionais compradores, outros países como Chile, Egito, Israel e Irã também vieram, pela primeira vez, buscar volumes expressivos de carne no Brasil. Cada um destes países importou um volume entre US$ 50 e US$ 100 milhões com carne brasileira em 2001. O Egito aumentou suas importações de carne in natura em mais de 1000% no período, passando de 2.392 t em 2000 para 49.561 t. Israel aumentou suas importações de carne in natura em 176,43%, Irã aumentou em 1618% e o Chile registrou um crescimento de mais de 110%. Ferraz acredita que os mercados chileno - o grande destaque de 2001 - e o israelense não devem ser mantidos em 2002 . Foram compras pontuais por falta de seus vendedores habituais, disse.





