Rio de Janeiro - A Petrobras manteve a posição de liderança, com folga, no ranking das 500 maiores sociedades anônimas (S.As.) do País em 2003. A despeito do fraco desempenho da economia o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,2% , o ano passado foi de resultados melhores que os registrados em 2002 pelas maiores empresas, especialmente por causa da influência positiva das exportações. A receita nominal (sem descontar a inflação) das empresas do ranking cresceu 20,3% em relação ao ano anterior.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela formulação do ranking, os setores que mais se destacaram foram os exportadores. O coordenador de Pesquisas Empresariais da FGV, Aloisio Campelo, salientou que a rentabilidade média das 500 maiores alcançou 11,3%, o melhor resultado desde 1989, quando havia chegado a 10,7%. No entanto, ele faz a ressalva de que muito desse desempenho foi influenciado pelas exportações. Também houve o efeito contábil do menor impacto do câmbio e dos juros sobre o estoque da dívida das empresas. ''Mesmo excluindo essa influência contábil, o resultado é bom, mas a melhoria não foi gerada integralmente por fatores operacionais'', disse.
Para Campelo, a reação do mercado interno e a maior estabilidade do câmbio este ano, assim como uma ''menor asfixia'' pelos juros, vão garantir resultados ainda melhores para as maiores sociedades anônimas do País, em relação ao ano passado.
Em 2003, a Telemar manteve o segundo lugar no ranking. A Companhia Vale do Rio Doce subiu uma posição e ficou em terceiro lugar. A Telefônica caiu do terceiro para o quarto lugar e a Eletrobrás, que não figurava no ranking anterior, ficou em quinto.
Segundo Campelo, o ranking da FGV leva em conta o cruzamento de dados entre a receita operacional líquida e ativos (patrimônio total, incluindo máquinas e equipamentos).

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