A receita do sistema de previdência complementar cresceu 14,52% em agosto sobre julho, ao passar de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,3 bilhões, segundo balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). O acumulado do ano bateu em R$ 43,6 bilhões, alta de 7,43% sobre os R$ 43,6 bilhões dos oito primeiros meses de 2012.
Depois de mudanças propostas pelo governo federal para que os prazos das carteiras de previdência complementar fossem alongados, houve saques em planos durante junho e julho para períodos mais curtos. Com isso, a captação líquida, ou a diferença entre retiradas e depósitos, foi 19,04% menor neste ano do que nos mesmos oito meses do ano passado. O saldo que foi de R$ 24,8 bilhões em 2012 fechou em R$ 20 bilhões neste ano.
A captação líquida voltou a crescer em agosto. Se em julho o valor ficou negativo, pela primeira vez na série histórica, em R$ 396 milhões, no mês seguinte foi positivo em
R$ 795 milhões. "Passamos por um período de acomodação em todas as modalidades de investimentos. O mercado como um todo está ajustando as expectativas ao novo cenário da economia", diz o presidente da FenaPrevi, Osvaldo Nascimento, por meio de nota.
As carteiras de investimento passaram de 354.632 em julho para 355.055 em agosto, segundo maior número do ano, atrás apenas dos 357.456 de maio. A gerente de investimentos Rosemeire Guergolette Alfieri, da Superintendência Norte do Paraná da Caixa Econômica Federal, afirma que todas as financeiras fizeram as mudanças e que a rentabilidade de 0,71% ao mês passou a ser considerada boa. A poupança, por exemplo, fica em 0,5% ao mês. "Cada vez mais os investidores olham para outras características, como a proteção patrimonial e as vantagens fiscais."
Rosemeire explica que o plano conhecido como PGBL permite que o poupador deduza o dinheiro investido na previdência complementar do cálculo do Imposto de Renda (IR), com limite anual de até 12% da renda bruta. "É interessante para quem vê como uma aplicação de longo prazo."
Os planos individuais foram os que mais tiveram alta na arrecadação, com 19,43% a mais do que em julho, ou um total de R$ 3,8 bilhões. No caso dos empresariais, o valor de R$ 446,8 milhões foi 11,27% menor em agosto do que no mês anterior. Ainda, a receita dos planos para menores chegaram a R$ 134,4 milhões, 4,44% a menos.
A gerente de investimentos da Caixa afirma que a tendência é fechar o ano com resultados melhores do que no ano passado. "No segundo semestre tem aumentado a procura e deixou de ser algo que os bancos oferecem, mas que o investidor chega e pede."
Ela lembra ainda que os reajustes da taxa básica de juros, a Selic, tornaram os planos mais atrativos. Rosemeire cita que, mesmo que o indicador volte a cair, possibilidade que ela considera apenas para meados de 2015, a previdência privada permite a migração entre tipos de fundos sem incidência de IR.

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No ranking por financeiras, a Bradesco Vida e Previdência lidera com 32,27% do total das reservas, ou R$ 125,2 bilhões, seguida por Itaú Vida e Previdência (24,14%) e BrasilPrev (21,68%). Na sequência ainda aparecem Zurich Santander (5,86%), Caixa Vida e Previdência (5,80%), HSBC Vida e Previdência (3,14%), Icatu Seguros (2,02%) e Sul América (1,24%). As demais entidades somam 3,86% da carteira de investimentos. A FenaPrevi representa 22 seguradoras e 13 entidades abertas de previdência complementar no País.
Com planos a partir de R$ 35 ao mês, Rosemeire diz que Caixa pretende ganhar ainda mais mercado. "Temos crescido bastante pelo acesso à informação pela própria mídia e temos a previdência complementar com o custo mais baixo do mercado."

Imagem ilustrativa da imagem Receita da previdência privada cresce 14,52%
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