Receita da Klabin deve atingir US$ 1,4 bi
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Mesmo com a desvalorização do dólar que trouxe impacto negativo no setor de papéis, a Klabin maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, deverá atingir um volume de negócios da ordem de US$ 1,7 bilhão em 2008. A informação foi repassada na semana passada à imprensa pelo diretor geral da companhia, Miguel Sampol. Em março do próximo ano deve estar concluído o projeto de expansão da Unidade Klabin Monte Alegre MA-1100, em Telêmaco Borba, cujo objetivo é elevar a capacidade de produção de papéis para embalagens na fábrica de 700 mil toneldas/ano para 1,1 milhão de toneldas/ano. Para este ano, a projeção é de que a receita fique em US$ 1,4 bilhão.
No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a Klabin atingiu uma receita líquida de R$ 2,1 bilhões. Em 2006 foi de R$ 2,7 bilhões. Até o terceiro trimestre de 2007, a empresa acumulou um lucro de R$ 550 milhões, 51,5% superior a igual período de 2006. Na comparação entre os terceiros trimestres de 2006 e 2007, o EBITDA (lucro antes de juros, depreciações e amortizações) teve incremento de 18%, para R$ 200 milhões. Nos primeiros nove meses do ano, a Klabin registrou EBITDA de R$ 603 milhões com margem de 28%.
A capacidade de produção da companhia é de 1,6 milhão de toneladas/ano de papéis para embalagens. A linha de produtos compreende papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e madeira em toras. A Klabin possui 18 plantas industriais, sendo 17 no Brasil (espalhadas por oito estados) e uma na Argentina.
Sampol destacou que todas as plantas da companhia funcionaram e venderam em sua capacidade máxima este ano. ''Após cinco anos estagnado, o setor de papel ondulado cresceu mais de 4% em 2007. A área de cartões para embalagens registrou resultado ainda mais positivo, com crescimento de 10% em relação a 2006'', informou o diretor geral. O aquecimento da economia nacional e do setor da construção civil também impulsionaram as vendas de sacos industriais.
Como a expectativa de um bom desempenho na economia mantém-se para 2008, a companhia planeja novos investimentos em aumento de capacidade de produção em praticamente todas as suas plantas, principalmente Otacílio Costa (Santa Catarina), onde há produção de kraftliner (usado na produção de papel ondulado), e Correia Pinto (no mesmo Estado), cuja especialidade é a produção de sacos industriais.
Já em relação às exportações, a Klabin foi impactada negativamente pela crise imobiliária nos Estados Unidos, país que responde por aproximadamente 80% das vendas externas de madeira realizadas pela companhia. De janeiro a setembro foram exportadas 416,9 mil toneladas. O volume exportado em 2006 foi de 555,7 mil. O volume exportado no terceiro trimestre deste ano totalizou 134 mil toneladas, 11% e 3% inferior ao terceiro trimestre de 2006 e ao segundo trimestre de 2007, respectivamente. Sampol classificou como um desafio de desempenho efetuar negócios como o dólar desvalorizado. ''Precisaremos investir em qualidade, produtividade e estrutura de custo para competir'', sinalizou.
Segundo o diretor da unidade florestal e área do supply chain da Klabin, Reinoldo Poernbacher, a área florestal aumentou em 20 mil hectares em relação a 2006; no Paraná, o crescimento foi de 5%. Em setembro, a área florestal da Klabin era de 423 mil hectares, sendo 211 mil de florestas plantadas (pínus e eucalipto) e 171 mil hectares de florestas preservadas nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.


