As receitas com impostos e contribuições federais somaram R$ 17,2 bilhões em julho, um crescimento real considerando a inflação do período de 9,79% em relação ao mesmo mês de 2000. Dois fatores favoreceram o resultado da arrecadação. Primeiro, a desvalorização cambial, que estimula o aumento de receitas de tributos como o Imposto de Importação (II) e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimento de capital e sobre remessas ao exterior.
A expansão desses três tributos, juntos, foi de R$ 463 milhões no mês de análise. Outro fator é que, até o momento, a Receita Federal não identificou efeitos negativos do racionamento de energia no volume de tributos recolhidos. A arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do PIS/Pasep, que incidem sobre o faturamento das empresas, apresentou crescimento, respectivamente de 2,8% e 8,94%.
Analistas acreditam que a arrecadação do setor público sofrerá redução por causa da desaceleração da atividade econômica, resultado do racionamento. No entanto, isso será percebido mais lentamente em nível federal do que nos Estados, pois é sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a principal fonte das receitas estaduais, que o impacto da economia é registrado primeiro.
Refis De janeiro a junho deste ano, a Receita Federal arrecadou R$ 1,065 bilhão com o pagamento de impostos e contribuições atrasados das 128.766 empresas inscritas no Programa de Recuperação Fiscal (Refis). Esse montante é aproximadamente o mesmo do que foi recolhido em 2000.
Segundo o secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, neste mês as empresas que optaram pelo pagamento alternativo, ou seja, em até 60 parcelas estão recebendo uma notificação da Receita para atualizar os valores a serem recolhidos. O valor das parcelas é definido conforme o total devido ao Fisco.

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