Belo Horizonte - O Brasil conseguiu, pela primeira vez na história, apresentar saldo positivo na balança comercial de produtos lácteos. Os dados foram apresentados ontem pelo presidente da Comissão Nacional de Leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rodrigo Sant'Anna Alvim.
As exportações aumentaram 61% em volume, passando de 10,9 mil toneladas entre janeiro e maio de 2003 para 17,6 mil toneladas no mesmo período deste ano. Em relação à receita, o incremento foi maior: 107%, chegando a US$ 23,7 milhões, contra US$ 11,5 milhões no mesmo intervalo de 2003.
Em contrapartida, as importações caíram 51% em volume, para 20,6 mil toneladas, ante 42,2 mil dos primeiros cinco meses de 2003. Minas Gerais, que soma 28% do total produzido no País, apresentou crescimento de 727% no valor das vendas e 459% em volume exportado no mesmo período.
Segundo Alvim, o bom desempenho foi motivado por três concorrências realizadas pela Organizações das Nações Unidas (ONU), nas quais o País foi o vencedor para o fornecimento de leite fracionado para o Iraque. Ele revela também que o Brasil tem conseguido ampliar as vendas de produtos de maior valor agregado e, portanto, mais caros. Em abril, de acordo com ele, uma cooperativa do Paraná exportou 600 toneladas de queijos especiais como brie, camembert e roquefort. ''Em 2004, o Brasil irá se consolidar como exportador de produtos lácteos'', prevê. Conforme Alvim, entre os países compradores estão Estados Unidos, Trinidad e Tobago, Argélia, unidades da Liga Árabe e Venezuela.

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