O valor bruto da produção do café em 2002 revela que a cultura conseguiu recuperar os números anteriores a 2001, quando as geadas dizimaram boa parte das lavouras. O VBP de 2002 foi estimado em R$ 264 milhões, valor 588% superior aos R$ 38,5 milhões obtidos um ano antes. Em 2000, antes das geadas, o valor foi de R$ 243,7 milhões.
O volume produzido pelo Estado confirma a retomada da produtividade. No ano passado foram colhidas 2,34 milhões de sacas, ante 470 mil sacas obtidas na safra das geadas. Em 2000, foram colhidos 2,2 milhões de sacas.
A engenheira agrônoma Margorete Demarchi, do Deral, observou que os preços da mercadoria continuaram ruins. Em 1999, o produtor recebeu o preço médio de R$ 133,2 por saca. No ano seguinte o valor se manteve mas, em 2001, caiu para R$ 85,20. ''A atividade ficou sem produção e sem preço'', comentou. Em 2002, a produção foi retomada mas os produtores continuaram mal remunerados, recebendo R$ 93,60 por saca: ''A tendência é melhorar em 2003. Já começamos janeiro com a saca cotada a R$ 136,80''.

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