A arrecadação dos impostos e contribuições federais e das receitas de concessão e privatização somou R$ 15,834 bilhões no mês de junho, segundo divulgou ontem a Secretaria da Receita Federal. O volume representa uma queda real de 2,29% em relação a maio deste ano e um crescimento real de 4,47% em relação a junho do ano passado.
Segundo o secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, a arrecadação é recorde para os meses de junho e caiu em relação a maio deste ano porque o mês retrasado apresentou cinco semanas de fatos geradores, enquanto que o mês passado teve quatro.
No primeiro semestre deste ano, a arrecadação dos impostos e contribuições federais e das demais receitas atingiu o valor de R$ 94,360 bilhões. Isso representa um crescimento real de 2,58% em relação a igual período do ano passado.
Dos R$ 15,834 bilhões arrecadados em junho pela Receita, R$ 15,285 bilhões referem-se à arrecadação somente dos impostos e contribuições federais, ou seja, sem as receitas de concessão e privatização.
Com relação à arrecadação dos impostos e contribuições, foi registrada uma queda real de 2,65% em relação a maio deste ano, porque junho teve menos semanas. Na comparação com junho do ano passado, houve um crescimento real de 3,75% na arrecadação, devido aos seguintes fatores: crescimento de 40,34% nas receitas do IPI de automóveis (devido à elevação de 13,15% nas vendas no mercado interno), aumento de 65,56% no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) incidente sobre rendimentos do capital – por causa do aumento das operações de ‘‘swap’’ por conta da desvalorização cambial, entre outros.
A arrecadação somente dos impostos e contribuições federais somou R$ 90,843 bilhões no primeiro semestre deste ano – um aumento de 2,81% em relação a igual período de 2000.
A arrecadação somente dos impostos e contribuições é a melhor forma de comparação com o resultado do ano passado, pois representa a parcela das receitas sobre a qual a Receita Federal tem controle. O valor da arrecadação aumentou mesmo com o ingresso atípico de R$ 2,240 bilhões no primeiro semestre do ano passado e sem correspondência em 2001, referente a depósitos judiciais e administrativos.
A receita de impostos e contribuições aumentou neste ano devido, entre outros fatores, ao crescimento de 23,79% na arrecadação do IPI de automóveis, à elevação de 19,73% na receita de IRRF Rendimentos do Capital e de 30,67% do IRRF sobre remessas ao exterior.

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