Receita arrecada R$ 9,5 milhões com fiscalização
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
De Curitiba 
A fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis, iniciada no último dia 12 pela Receita Estadual, resultou, até agora, numa arrecadação de R$ 9,5 milhões. O valor compreende o pagamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido e multas por sonegação.
A expectativa do órgão é que a cifra aumente, à medida em que prosseguem tanto a auditoria fiscal nas empresas quanto as operações volantes de fiscalização, que estão sendo feitas em todo o Paraná. ''Vamos fechar o cerco em torno dos sonegadores'', avisa o diretor da Receita Estadual, João Manoel Delgado Lucena.
Do total arrecadado, R$ 7,4 milhões referem-se ao ICMS devido e R$ 2,1 milhões à aplicação de autos de infração. As irregularidades mais comuns encontradas pelos fiscais da Receita Estadual são transporte e venda de combustíveis sem nota fiscal ou Guia de Recolhimento (GR) quitada, além de produto com destino ou origem falsa. ''A operação vai continuar, indefinidamente'', alerta Lucena.
Como resultado da blitz no setor de combustíveis, a Receita cancelou as inscrições de 18 das 38 pequenas distribuidoras instaladas no pólo de distribuição de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Elas atuavam como empresas de fachada, simulando a comercialização de combustíveis.
AumentoO secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, disse ontem que a gasolina deverá ter um reajuste, no próximo dia 6 de outubro, em porcentual inferior ao registrado no último aumento (em 6 de julho), que foi de 10,4% nas refinarias. Segundo Considera, no próximo dia 28, a secretaria vai fechar as contas sobre os aumentos dos custos que impactam a gasolina (variação cambial e cotação do barril do petróleo) nos últimos 90 dias. Ele explicou que como o aumento de custos é calculado na média de 90 dias e a disparada do dólar ocorreu especialmente na última semana, o impacto da desvalorização não deverá ser tão significativo no cálculo do próximo reajuste. (Com Agência Estado)


