A Receita Federal bateu mais um recorde histórico de arrecadação nos primeiros sete meses do ano. De janeiro a julho, o Fisco arrecadou R$ 100,248 bilhões, 1,72% a mais que no mesmo período do ano passado.
Os impostos considerados perversos para o sistema produtivo, por serem em cascata, possibilitaram outra vez uma alta arrecadação. A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras), foram tributos que tiveram o maior crescimento. A arrecadação com a CPMF passou de R$ 2,47 bilhões para R$ 8,71 bilhões. No ano passado, porém, esse imposto começou a ser cobrado somente em junho.
A receita com a Cofins subiu de R$ 19,99 bilhões para R$ 22,22 bilhões. Entre os impostos mais expressivos, apenas a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) também apresentou variação positiva. O total arrecado com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com o Imposto de Renda e com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou recuo.
O IPI, cujo resultado foi 0,34% menor que o ano passado, só não foi pior graças a mudanças na cobrança do IPI de automóveis que diminui a evasão do setor. De janeiro a junho deste ano, a arrecadação desse imposto no setor automobilístico cresceu 279,49%. O aumento de arrecadação foi bastante superior ao crescimento das vendas que foi de apenas 11,02%.
A arrecadação de julho ficou em R$ 14,1 bilhões, o que representa uma queda de 10,84% em relação ao que foi obtido no mesmo mês do ano passado (R$ 15,8 bilhões). No ano passado, recorde histórico da Receita para o mês de julho, a desistência de processos na Justiça contra o Fisco rendeu R$ 1,6 bilhão. Neste ano, não houve essa fonte de receita.

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