Receita arrecada 9,25% a mais em março
Agência Estado
De Brasília
A arrecadação da Receita Federal em março foi de R$ 15,480 bilhões. Em relação às receitas obtidas em março do ano passado, houve um crescimento real na arrecadação de 9,25%. De acordo com informações do secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, a arrecadação extra de R$ 1,354 bilhão relativa a depósitos judiciais e administrativos foi o principal fator responsável pelo crescimento da receita mensal.
Com uma arrecadação de R$ 5,610 bilhões, o Imposto de Renda foi responsável pela maior parcela da receita em março. Neste total, o imposto retido na fonte contribuiu com R$ 2,838 bilhões, enquanto a parcela cobrada das empresas gerou R$ 2,601 bilhões. O imposto retido na fonte especificamente sobre os ganhos obtidos com trabalho teve uma arrecadação de R$ 1,594 bilhão no mês. Isso significa um aumento de 1,3% em relação à arrecadação de março do ano passado e de 24,44% se comparada a de fevereiro último. Este aumento ocorreu pela diferença no número de semanas de um mês para o outro, garantiu Pinheiro.
Ainda em março, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) gerou uma arrecadação de R$ 1,397 bilhão, a Contribuição para a Seguridade Social (Cofins) teve uma receita de R$ 2,958 bilhões enquanto a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) teve uma arrecadação de R$ 1,448 bilhão.
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) gerou uma receita total de R$ 1,366 bilhão, o que significa queda de 4,08% em relação à arrecadação obtida com o imposto em fevereiro último, que foi de R$ 1,424 bilhão. Segundo Pinheiro, esta queda ocorreu porque, em março, houve compensação de débitos por créditos tributários por parte de uma empresa do setor de bebidas.
Considerando o primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, os dados divulgados ontem indicam que houve um crescimento de 3,63% da receita administrada. Ou seja, aquela recolhida diretamente pela Receita. Ao mesmo tempo, no entanto, as demais receitas as que entram diretamente nos cofres do Tesouro Nacional, como os recursos da privatização, por exemplo tiveram uma queda de 24,31%. No total, portanto, o crescimento foi de 1,93%. Na avaliação do secretário-executivo, o aumento de 3,63% foi gerado pelo aumento da atividade econômica no período.
A queda das demais receitas ocorreu porque, ao longo dos primeiros três meses de 1999, houve uma arrecadação atípica derivada de mudanças na legislação tributária e de medidas judiciais. No primeiro trimestre do ano passado, foi gerada uma receita de R$ 2,2 bilhões por causa de um acordo constante da Medida Provisória 1.807/99. Na medida, ficou estabelecido que o pagamento de débitos em atraso poderia ser feito sem os encargos, como multas, desde que o contribuinte pessoa jurídica desistisse de ações na Justiça. Este ano, no entanto, não houve esta arrecadação.Depósitos judiciais e administrativos foram os responsáveis pela maior entrada de dinheiro nos cofres federais no mês passado
Arquivo FolhaFONTE SEGURARicardo Pinheiro, secretário-adjunto da Receita, diz que imposto retido na fonte rendeu R$ 2,8 bilhões





