Receio sobre variação de custo ainda persiste
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terça-feira, 21 de agosto de 2018
Fábio Galiotto Reportagem Local 
Há quatro anos o gerente industrial da Plastmóveis Indústria e Comércio, Julio Cesar Ferreira, estuda o mercado livre e visita outras empresas, antes de decidir se adere ao sistema. No encontro promovido pela Copel, ele demonstrou interesse, mas manteve o receio diante de variáveis que não enxerga no mercado cativo.
Como é preciso estabelecer uma média de demanda mensal antes de fechar o preço do kW, com margem que varia de 10% a 30% para cima e para baixo, o gerente não se sente seguro. O gasto excedente em um mês de muito consumo precisa ser pago em curto prazo e o consumo abaixo do esperado precisa ser revendido ou servir como crédito para os próximos 11 meses. "Com todas essas crises dos últimos anos, nossa previsibilidade está baixa e existe muita variação. Quando a coisa se normalizar um pouco mais, teremos uma noção razoável de consumo", diz Ferreira.
Já a coordenadora administrativa da Leroy Merlin em Londrina, Cristiane Domingues Rocha, buscava as primeiras informações sobre o mercado livre. "Vim para saber como funciona e vou passar para o departamento responsável analisar as possibilidades de adesão. Ainda vou ver com eles a simulação que trouxeram, para saber como ficaria o fornecimento, os riscos e as vantagens também." Ela considera a economia e a possibilidade de ter previsibilidade como vantajosos. "Mas tem a sobra de energia, que sabemos que é positivo, mas pode ocorrer um custo a mais que precisa ser colocado no planejamento, para ver até quanto compensa", cita Rocha.
De qualquer forma, o gerente da Plastimóveis vê a adesão como questão de tempo. "É algo que vai ocorrer em todo o País, com a pessoa livre para comprar de quem quiser. Espero que, com menor incidência de governo, burocracia, normas, fique mais fácil de equacionar os custos." (F.G.)
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