Washington - A gigante americana dos brinquedos Fisher-Price (subsidiária grupo Mattel) anunciou ontem um recall de um milhão de artigos fabricados na China, sob suspeita de conter mais chumbo que o permitido. O governo chinês, no entanto, insistiu que ''mais de 99%'' de suas exportações são seguras.
Após vários casos deste tipo de empresas que comercializam produtos made in China, agora a Fisher-Price pede a devolução de 967 mil brinquedos vendidos nos Estados Unidos desde o mês de maio, de 80 modelos distintos, como alguns da série Vila Sésamo (Sesame Street) e Dora a Aventureira.
''A pintura de alguns pode conter mais chumbo que o permitido'', destaca um comunicado da empresa. A Comissão de Proteção dos Consumidores dos Estados Unidos exigiu a ''retirada imediata dos brinquedos das crianças''.
Alguns artigos são instrumentos musicais de brinquedo e a maioria tem relação com a programação infantil da televisão americana. Outros países que podem estar envolvidos no caso são Austrália, Canadá, Espanha, França, México, Portugal e Reino Unido, segundo a empresa.
A Fisher-Price explicou que os brinquedos afetados procedem de um único fabricante, mas não divulgou o nome nem a a localização do mesmo na China, e pediu desculpas aos compradores
Em junho, a empresa americana importadora de brinquedos RC2 Corp anunciou o recall de 1,5 milhão pequenos trens de madeira - Thomas A Locomotiva - por sua pintura (também sob suspeita de alto índice de chumbo). Os brinquedos eram vendidos desde janeiro de 2005. O chumbo é tóxico e muito prejudicial para a saúde das crianças, que podem sofrer problemas vasculares e neuroniais.
Nas últimas semanas aumentou a preocupação com a segurança dos produtos chineses. O mercado americano impediu a entrada de pastas de dente do gigante asiático. Além disso, milhares de animais de estimação nos Estados Unidos foram envenenados por aditivos em alimentos importados da China.
''Mais de 99% dos produtos exportados da China são de boa qualidade e seguros'', afirmou o ministro do Comércio de Pequim, Bo Xilai, em um comunicado divulgado na internet. ''Esperamos que as partes envolvidas administrem os produtos chineses de maneira objetiva, justa e racional. Isto não deveria afetar o desenvolvimento normal do comércio'', acrescentou.
''A China dá grande importância à qualidade e à segurança de seus produtos''.

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