O governo do Paraná vai liberar a vacinação do rebanho que deixou de ser considerado suspeito de ser portador do vírus da febre aftosa. O rebanho pertence a 873 fazendas, a maioria na região Noroeste, e está estimado em cerca de 2 milhões de animais - 20% do total dos bovinos do Estado.
Desde o surgimento da suspeita da doença no Paraná, em 21 de outubro, a vacinação contra a aftosa nos rebanhos sob análise estava suspensa, o que causava apreensão aos produtores da região Noroeste, que faz divisa com Mato Grosso do Sul, onde foram confirmados mais de 30 focos no ano passado. O rebanho livre da suspeita de aftosa foi vacinado em dezembro. A data de vacinação do restante do rebanho ainda não foi definida.
Exposições - Os leilões de gado no Paraná tiveram uma redução de pelo menos 70% desde novembro, estima o empresário Paulo Horto, da Programa Leilões, com sede em Londrina. Para compensar a redução do faturamento da empresa, Horto demitiu 20 funcionários. A Programa vai comandar os leilões da 32. Exposição Agropecuária de Umuarama, que começa hoje e vai até o dia 12, esperando, no entanto, comercializar metade dos 800 animais que normalmente vende em cada rodada de negócios desta feira.
As perspectivas para a Expo Umuarama (cidade-pólo/sul) são pouco animadoras, lamenta Milton Gaiari, presidente da Sociedade Rural de Umuarama, já que os organizadores tiveram de cancelar 4 dos 11 leilões previstos.
A 35. Expo Paranavaí (cidade-pólo/noroeste), prevista para ocorrer entre os dias 10 e 19, foi mais radical: cancelou todos os leilões e deverá movimentar 30% a menos que os R$ 10 milhões faturados no ano passado, segundo Gal Fernandes, presidente da Sociedade Rural de Paranavaí. As exposições de Londrina, a maior do Estado, e de Maringá (cidade-pólo/noroeste), programadas respectivamente para abril e maio, estão com os leilões mantidos.

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