Curitiba - O rebanho com 123 ovelhas da raça suffolk, de propriedade da Fazenda Gralha Azul, que pertence à Pontifícia Universidade Católica (PUC), será sacrificado. A decisão é do Ministério da Agricultura, após comprovação da doença ''scrapie'' numa das ovelhas do rebanho. Os sintomas da doença se assemelham ao mal da ''vaca louca'' nos bovinos.
O sacrifício não vai se restringir apenas aos animais da fazenda da PUC, localizada no município de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, mas vai se estender às ovelhas ascendentes e descendentes dos animais condenados, informou o delegado do Ministério da Agricultura no Paraná, Gil Bueno. O levantamento para saber quantos animais serão sacrificados está sendo feito pelos técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O Ministério decidiu pelo sacrifício, na quarta-feira, após reunião entre técnicos do Departamento de Defesa Animal de Brasília, da delegacia federal do Ministério da Agricultura no Paraná e da Secretaria da Agricultura. O último caso de ''scrapie'' ocorrido no Paraná foi há dois anos.
A data do sacrifício dos animais só não foi decidida porque o Ministério da Agricultura está levantando os custos da indenização que terá que ser paga aos criadores e à PUC. Enquanto isso, as ovelhas permanecem isoladas e a propriedade está interditada.
Pesou na decisão dos técnicos o impacto que a ocorrência do ''scrapie'' tem no mercado internacional, principalmente nos mercados do Chile e Rússia que rejeitam importar carnes de países que tenham doenças exóticas. O mal atinge as células nervosas dos animais e provoca a deterioração do cérebro.
O médico veterinário Felipe Pohl, responsável pelo departamento de ovinos da PUC não foi encontrado para comentar a decisão do Ministério da Agricultura.

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