O mercado doméstico encerra a semana da mesma maneira que começou: cheio de expectativas. A diferença é que grande parte das notícias que estão sendo pacientemente aguardadas pelo mercado está prestes a ser revelada já a partir deste fim-de-semana.
As Bolsas de Valores não resistiram às vendas de ações para realização de lucros e fecharam o último pregão da semana em baixa. A Bolsa de São Paulo desvalorizou-se 4,35%. A queda das ações foi acompanhada também por um encolhimento de 29,3% no volume negociado, para R$ 446,149 milhões.
A venda de ações para a materialização dos ganhos obtidos com altas em quatro pregões iniciais da semana foi estimulada pela persistente trajetória de queda da Bolsa nova-iorquina, que fechou com baixa de 0,95%. O movimento de realização de lucros poderia ter continuidade na próxima semana, quando o mercado aguarda o lançamento das medidas de ajuste fiscal.
A divulgação do pacote não tem data definida, mas o mercado prevê o lançamento para meados da semana. Tampouco existe expectativa de que as Bolsas reajam de imediato a ele. Haverá, segundo analistas, um período em que o mercado estará debruçado sobre as medidas para depois esboçar uma resposta. Uma perspectiva que estaria também estimulando vendas antecipadas por parte de quem quer tirar proveito do preço mais elevado das ações.
A Bolsa de São Paulo fechou a semana com valorização de 8,42%, que sobe para 10,30% no mês. A desvalorização acumulada no ano está em 28,68%. A Bolsa do Rio também fechou em baixa ontem, de 2,02%.

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