Agência Folha
De São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo frustrou as expectativas de quem esperava um pregão tranquilo, devido à reunião de ontem do Copom (Comitê de Política Monetária) para definir a trajetória da taxa básica de juros (Selic). Até o fechamento desta edição ainda não havia uma definição.
Após uma manhã calma, com pequeno volume de negócios, a Bolsa viveu uma tarde agitada, com o Ibovespa apresentando volatilidade, gerada principalmente pela realização de lucros.
O Ibovespa fechou com queda de 2,2%, em 14.322 pontos. O volume negociado foi de R$ 975,111 milhões, superior ao de ontem (R$ 749,4 milhões) e à média do mês (R$ 772,9 milhões).
As maiores baixas foram das ações do setor de energia elétrica e dos papéis da Petrobras. As quedas no setor de energia elétrica foram atribuídas à expectativa de que o governo proíba novos reajustes de tarifas. Os papéis da Eletrobrás tiveram desvalorização de 4,85% (PN) e 4,89% (ON), respectivamente.
Segundo os operadores, o vencimento do Ibovespa Futuro não chegou a causar nervosismo no mercado, pois a maior parte das posições já foi rolada para o contrato de 16 de fevereiro. O Ibovespa para fevereiro fechou em 14.999 pontos, com queda de 1,48% em relação a ontem.
Destaque também para as ações ordinárias da Petrobras, que tiveram forte queda devido à decisão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado de impedir que o governo venda as ações excedentes da empresa. O papel ON caiu 4,24%, enquanto o PN recuou 3%.
A pulverização das ações poderia render ao governo R$ 2,3 bilhões, segundo estimativa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do projeto que proíbe a venda aprovado pela CCJ. O senador argumenta que a venda poderia ser o início do processo de privatização da empresa.
O dólar comercial voltou a registrar desvalorização, fechando o dia cotado a R$ 1,949 para a venda, com uma queda de 0,16% em relação a ontem. É a mais baixa cotação da moeda norte-americana desde o dia 6 de agosto. O mercado esteve tranquilo, com poucos negócios, confirmando as expectativas de que a partir desde semana atuará no mercado apenas quem realmente precisa.

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