Realinhamento de preços é urgente, segundo indústrias
Os preços dos biscoitos estavam sem aumentos de preços desde meados do ano passado. Por isso, segundo o diretor de Vendas da Itamaraty, Celso Chequim, o ''reajuste é iminente e extremamente necessário''. ''As indústrias estão trabalhando com margens muito pequenas e, por isso, os resultados (faturamento) estão negativos ou muito baixos o que torna proibitivo os investimentos'', observa. Durante todo este ano foi registrado aumento nos preços de componentes e insumos utilizados na fabricação dos biscoitos.
No entanto, a indústria ainda não definiu o índice de reajuste que será aplicado. Esse realinhamento vai depender de fatores como comportamento da concorrência, nível de estoques de matéria-prima e estrutura logística. ''O setor está predatório e todos vão tentar aproveitar para aumentar as vendas. Mas todos também terão que aumentar seus preços'', comenta Chequim. Além do reajuste dos custos, o segmento ainda enfrenta aumento da concorrência interna devido à queda do dólar. Com a valorização do real, muitas indústrias que voltavam sua produção para o mercado externo, passaram a ofertar seus produtos no País.
''Isso acirrou ainda mais a disputa e provocou queda de preços'', comenta o diretor de vendas. A Itamaraty exporta entre 8% e 10% do total da sua produção para todos os continentes. Além dos biscoitos, a indústria ainda produz cafés, filtros e acessórios. Apesar da concorrência acirrada, no ano passado a empresa fez investimentos em novas linhas para produção de wafers, sistemas automáticos de alimentação e novos equipamentos para a produção de barrinhas recheadas. A indústria também lançou novos sabores de wafer recheado. (F.M.)





