Estudo da consultoria Global Invest Planejamento Financeiro, divulgado ontem, mostra que a competitividade do real caiu ao nível mais baixo do ano em julho. ‘‘A perda do mês ficou em 4,6%, resultado superior apenas ao do peso mexicano, cuja competitividade caiu 5,5%’’, explica Fernando Pinto Ferreira, sócio da Global Invest.
De acordo com o levantamento, no acumulado do ano a moeda brasileira acumula perda de 6,4%, ganhando apenas do rublo russo, com queda de 14,3%. Este resultado, segundo Ferreira, ‘‘sugere a necessidade de uma maior desvalorização do real, para algo entre R$ 1,95 e R$ 2,00 de forma a reequilibrar seu valor com o de julho de 94.’’
O estudo mede a competitividade da taxa de câmbio brasileira comparada às 45 principais economias do mundo, desde junho de 1994. O levantamento compara a evolução da taxa de câmbio real (descontada a inflação medida pelo índice de preços no atacado), em relação a uma cesta com as moedas dessas 45 economias, que respondem por 88% do comércio exterior com o Brasil, 92% do comércio internacional e 73% do PIB mundial.
‘‘A perda do poder de troca do real em julho foi resultado da combinação de inflação em alta com a valorização do real em relação ao dólar, além da desvalorização da maioria das moedas internacionais, principalmente o euro, em relação ao dólar’’, disse. Isso explica o porquê de a balança não reagir.

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