Consumidor exigente; comerciante atento. É assim desde a chegada do real e dos importados. Quem compra, tendo à disposição um leque imenso de opções, quer saber de preço e qualidade, de condições de pagamento e de atendimento diferenciado.
Essa verdade do consumidor ficou tão evidente que o comerciante tratou logo de mudar sua estratégia de venda. Dono de butique ou de quiosque, hoje ele enxuga os preços, estica o prazo ao máximo e aceita todo tipo de pagamento - cheque pré-datado, crediário, cartão. Vende-se mais e ganha-se menos na era real. Os resultados do Natal registrados pela Associação Comercial e Industrial de Londrina comprovam essa realidade.
Até pouco tempo atrás, as lojas aceitavam basicamente duas prestações. Ficava difícil para o consumidor se abastecer, comprar mais que o básico, comprar um ‘‘luxo’’. O Natal de 96 prova mais uma vez que o mercado consumidor hoje é muito mais versátil. Valores em torno de R$ 1 mil já são pagos em até quatro vezes, cinco vezes, dez. Para compras na faixa de R$ 300, muitos optam pelo pagamento à vista e pedem desconto, normalmente de 10%. É mais democrático.
Quem não percebeu a mudança, até mesmo em lojas sofisticadas? Para essas, praticamente não existe mais o cliente ‘‘preferencial’’, que tem o hábito de gastar verdadeiras fortunas. As lojas em geral estão abertas para o público em geral. O acesso ao mercado consumidor ficou mais fácil e mais democrático, com certeza. (B.F.)

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