Real leva vantagem em relação ao peso argentino
Os bancos centrais do Brasil e Argentina começaram a transacionar as moedas real e peso argentino no final de outubro do ano passado, tendo como taxa de referência o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML). Embora setores do governo tenham anunciado nos últimos dias a transação financeira entre Brasil e China na moeda de origem desses países, o Banco Central do Brasil não confirma oficialmente a iniciativa. A existência de um projeto para se negociar em toda América Latina com a moeda de origem de cada país, também não foi confirmada pela assessoria de imprensa do BC.
Conforme está divulgado no site do BC brasileiro, as transações são feitas em moedas dos respectivos países (peso argentino e real), porém, para base de cálculo da SML é utilizado o dólar, antes de haver a conversão do peso para o real e vice-versa. Entre as informações divulgadas na home page consta ainda quais seriam as vantagens para o importador brasileiro.
As vantagens financeiras devem ser avaliadas caso a caso pelos exportadores e importadores quando forem realizar suas operações de comércio exterior. De forma geral, exportadores poderão contratar e receber em reais, eliminando o risco de variação cambial frente ao dólar americano. Para os importadores, o risco da variação cambial será transferido do dólar americano para o peso argentino, o que é vantajoso em diversas situações. (E.P.F.).





