Real acumulou taxa de 137,93%
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sábado, 11 de janeiro de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro Nos oito anos e meio desde a implantação do Plano Real, em julho em 1994, a inflação acumulou variação de 137,93%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre as maiores altas, estão as tarifas e preços administrados. O maior percentual de inflação ocorreu com o gás de cozinha, cuja alta foi de 540,95%. A telefonia fixa e a energia elétrica, setores submetidos a processos de privatização durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, subiram 433,37% e 255,91%, respectivamente.
Os alimentos, que têm o maior peso no consumo dos brasileiros, subiram 105,84%, abaixo do IPCA acumulado no Plano Real até dezembro de 2002. Os alimentos, muito suscetíveis à alta do dólar, subiram bem mais nos anos de maior desvalorização do real. Em 1999, ano da maxidesvalorização, os alimentos atingiram alta de 8,14% em seus preços. No ano seguinte, variaram 3,20%. Mas em 2001, a subida foi de 9,63%. Em 2002, com o aumento do dólar durante boa parte do ano (de maio a novembro), a alta chegou a 19,47%.
Entre as nove regiões metropolitanas e duas capitais pesquisadas, o Rio de Janeiro foi a área que registrou a maior inflação acumulada, de 148,96%. A menor taxa foi apurada em Fortaleza, com inflação de 123,20%.


