O reajuste salarial das categorias profissionais que tem data-base neste mês, como os marceneiros e comerciários, não deve ser muito diferente do obtido pelos trabalhadores que firmaram acordos em meses anteriores. A análise é do supervisor de Atendimento Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos (Dieese) de São Paulo, José Silvestre. Ele explica que esta cada vez mais dificil para o trabalhador conseguir zerar a inflação acumulada entre uma data-base e outra. A tendência é pelo aumento abaixo da inflacao, complementado por abono ou participacao nos lucros da empresa. Esses benefícios livram o empregador do recolhimento de tributos, mas não são tão vantajosos para o trabalhador, pois não são incorporados ao salário. Veja como ficaram alguns acordos firmados no mês passado, segundo o Dieese:
Os metalurgicos de São Paulo do Grupo 8 - setor de máquinas e eletroeletrônicos - conseguiram um aumento de 5% com repasse em duas parcelas: 4% em novembro e 1% em maio do ano que vem (a inflação acumulada pelo INPC do IBGE nos 12 meses anteriores ao do acordo foi de 4,30%). Nas montadoras, o reajuste foi de apenas 3%. Os metalúrgicos do setor de autopeças da região do ABC tiveram reajuste de 4% para salários de até R$ 2 mil e 3% para salários acima desse valor. Os químicos, com data-base também em novembro, asseguraram aumento de 3,7%, a partir de março, mais abono de 53% do salário, em dezembro, para quem ganha até R$ 2,9 mil.

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