Reajustes encarecem o prato brasileiro
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
As altas de preço do feijão não tirou o produto da mesa do londrinense. O alimento que acompanha o arroz faz parte das refeições, mesmo com valores elevados. Mudar a marca por outra mais barata foi o meio encontrado pela assistente-administrativa Selma Maria da Silva para diminuir o gasto sem deixar de consumir o produto. ''Na minha casa pode faltar carne, mas se faltar feijão tem briga'', brinca.
A pedagoga Carla Campos conta que há três meses tem percebido o aumento do preço, inclusive na feira onde costuma comprar o alimento. ''O feijão vendido a granel é melhor que o de pacote, que geralmente é mais quebrado'', observa. ''Tanto na feira quanto no supermercado os preços subiram bastante nos últimos meses, mas não deixo de consumir por isso'', acrescenta.
Diminuir a quantidade consumida, de duas para uma refeição ao dia, foi a solução encontrada por Maria Divina de Oliveira Silva, técnica em enfermagem, para manter o feijão à mesa. ''Desde dezembro o feijão subiu muito, mas não dá para ficar sem o prato principal do brasileiro'', atesta. ''Não fico sem arroz, feijão, legume e verdura''.
O comerciante Mario Furuta estima que o produto tenha tido reajuste superior a 40% desde dezembro devido ao excesso de chuva. Ele afirma, no entanto, que os clientes mantêm o volume de compra. ''Por enquanto, os feijões preto e branco estão com preços estáveis e o carioca tende a cair; os demais possivelmente continuarão subindo'', estima.


