Agência Estado
De Brasília
A Pesquisa ‘‘Sondagem de Relações Trabalhistas e Sindicais’’, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre 500 empresas de diversos setores industriais, de diversos portes, mostra que mais de 90% delas concedeu benefícios nas negociações coletivas travadas com seus empregados em 1998. Entretanto, a maioria dos reajustes entre as respectivas datas-base não acompanhou a inflação do período objeto das negociações. Apenas 10,9% das empresas concederam aumento acima do índice inflacionário. Cerca de 19% não concederam nenhum aumento salarial. Os reajustes praticados em 1998 também foram inferiores aos de 1997.
A pesquisa mostrou, ainda, que as grandes empresas aplicaram reajustes menores em troca de planos de participação nos lucros ou nos resultados e de políticas de benefícios. A pesquisa foi divulgada pelo presidente da CNI, deputado José Carlos Moreira Ferreira (PFL-SP).
Segundo a pesquisa, a convenção coletiva de trabalho foi o instrumento que prevaleceu nas negociações, ao lado do acordo com participação do sindicato patronal. Das empresas pesquisadas, 49,5% incluíram cláusulas de participação nos lucros ou resultados nas negociações, enquanto a maioria das micro e pequenas empresas não aplicou programnas de participação nos lucros.
Com relação a banco de horas e contratação por prazo determinado, 27,5% das empresas aplicaram a flexibilização da jornada de trabalho (banco de horas). A contratação por prazo determinado ficou à margem do processo negocial. O presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse que a pesquisa ‘‘Sondagem de Relações Trabalhistas e Sindicais’’ foi feita com a intenção de conhecer a política desenvolvida pelas empresas com relação aos principais temas que orientam as áreas trabalhista e sindical, bem como a posição empresarial em relação aos direitos sociais garantidos pela Constituição e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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