Reajuste sai, mesmo com veto de FHC
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2002
Das agências 
Brasília - A Petrobras e o governo não desistiram de reajustar o preço da gasolina. Segundo o ministro José Jorge (Minas e Energia), o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu apenas que a estatal refaça as suas contas antes de divulgar o novo percentual de aumento. O aumento foi definido há mais de dez dias. Agora, a Petrobras vai refazer os cálculos e o aumento será concedido de acordo com o necessário, disse o ministro.
Segundo ele, o problema de comunicação ocorrido na última sexta-feira, que levou o presidente a vetar o reajuste de aproximadamente 2% nas refinarias, já foi resolvido.
Ele confirmou que o presidente da Petrobras, Francisco Gros, e o ministro Pedro Parente (Casa Civil) sabiam do reajuste, que foi acertado no dia 8 deste mês, mas se esqueceram de avisar o presidente Fernando Henrique Cardoso.
José Jorge espera que o novo percentual de reajuste seja menor, o que vai depender do dólar e do preço da gasolina no mercado internacional. A idéia do presidente não é bloquear o aumento, mas apenas que seja refeita a conta, afirmou.
O ministro disse que, daqui para frente, o aumento da gasolina deixará de ser uma questão política e será decidido com base nos dados da Petrobras. Essa questão vai deixar de ser governamental para se tornar técnica, disse Jorge. O ministro não deu uma previsão, no entanto, de quando será divulgado o novo reajuste.
O presidente da Petrobrás, Francisco Gros, definiu o episódio que culminou com a decisão de Fernando Henrique de suspender o aumento de 2,2% nos preços dos combustíveis como um acidente de comunicação. O assunto do aumento foi discutido tecnicamente dentro da empresa, ele foi levado à diretoria, foi discutido no dia 8 de fevereiro com o presidente do Conselho, o ministro José Jorge (de Minas e Energia), que por sua vez, no mesmo dia, informou ao presidente Pedro Parente (da Casa Civil) , que também é membro do Conselho da Petrobrás. Ou seja, toda a diretoria da Petrobrás sabia, mas todos nós esquecemos de contar ao presidente, afirmou Gros ontem pela manhã em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Apesar do reconhecimento na falha de comunicação, Francisco Gros admite que as faíscas desse curto-circuito ainda não foram totalmente apagadas.


